Uma Pitada de “Criatividade” no Sistema Educacional

25/11/2013 18:17

Durante o processo de aprendizado em nossa infância, somos condicionados na absorção do conhecimento que nos é transmitido em sua essência, sem termos a oportunidade de expressarmos nossas visões que permitam alternativas conclusivas e resoluções diferenciadas de sua originalidade.

Sem dúvida, o sistema educacional precisa ser reavaliado em todas as suas dimensões para o próprio desenvolvimento social e econômico para o nosso país, porém um sistema educacional criativo poderá contribuir de forma relevante, por meio da difusão de ideias como elementos transformadores.

Segundo KNELLER (2007:96): “O professor tem de procurar manter o encantamento do aluno pela novidade e temperar atitudes mais conservadoras e convencionais que o moço adquire à medida que amadurece. Deve estimular os estudantes a examinar as novas ideias quanto ao mérito, em vez de descartá-las como simples fantasias”.

O medo de sermos ignorados e ridicularizados perante aos colegas e professores durante a nossa aprendizagem inibe qualquer tipo de pensamento, questionamento ou conclusão criativa sobre algo. Desta forma, ALENCAR (2009:49) descreve que: “Aprendemos a não explorar as nossas ideias e a bloquear a expressão de tudo aquilo que poderia ser considerado ridículo ou motivo de crítica”.

Todo este contexto reflete às nossas atitudes ao longo de nossa vida pessoal, profissional e social, de modo que permanecemos bloqueados e fechados para uma nova realidade em um mundo que acreditamos ser o mais correto dentro de nossos conceitos previamente aprendidos.

De acordo com S. DE LA TORRE (2005:37) J.P Guilford cita que: “A criatividade é a chave da educação no seu sentido mais amplo e a solução dos problemas mais graves da sociedade”.

Repensar o sistema educacional de uma forma mais ampla é fundamental para todos nós, tornando imprescindível a quebra de paradigmas, de que somente é possível o aprendizado dentro um enrijecimento padronizado.

Tomemos o exemplo do sistema educacional da Finlândia que é considerado um dos melhores do mundo por diferentes rankings internacionais da área, como o Programme for International Student Assessment (PISA) e o Índice de Educação Global, da ONU.

Os professores colam fotos sorridentes nas portas de suas salas, e sentam ao lado dos alunos para a refeição diária a que todos têm direito. As aulas se baseiam em resoluções de problemas e na interatividade, como nas lições de inglês do professor Riku Mäkelä.

– Formem duplas. Um lê o texto que está no quadro, memoriza e dita para o colega escrever – orienta.

Mäkelä, que tem doutorado, conta com liberdade para planejar as aulas e fazer adaptações no currículo, podendo alterar a ordem ou a ênfase de conteúdos. Países orientados pelo modelo americano investem em um perfil mais próximo ao mundo dos negócios, com controle sobre a gestão escolar e o currículo, aposta em avaliações padronizadas de alunos, classificação de escolas e oferta de prêmios ou sanções aos professores. Os finlandeses seguem a crença de que não se cria um país bem-educado à força.

– Não desistimos das pessoas. Damos tempo aos professores para trabalharem e temos um bom sistema de apoio aos alunos – afirma o conselheiro do Ministério da Educação da Finlândia Aki Tornberg.

A repetência caiu de 50% nos anos 1970 para menos de 2%. Na Finlândia, o investimento por aluno é 30% inferior ao dos americanos, por exemplo. Uma questão em aberto é o quanto do surpreendente modelo nórdico pode ser adaptado a outras culturas e dimensões nacionais. Esta pergunta, porém, cabe ao resto do mundo responder.

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