Análise do livro “O Ócio Criativo” de Domenico De Masi

02/12/2013 15:40

“Trabalho é coisa de quem não tem o que fazer” – diziam os gregos da antiguidade, que consideravam o TRABALHO como qualquer atividade que produzisse suor e não estivesse relacionada com esporte ou sexo.

Os filósofos em Atenas só queriam saber de filosofar e queimar a rosca, o que levou Francis Bacon a definir a filosofia grega como um amontoado de tagarelice de velhos estonteados para jovens desocupados.

O trabalho sujo era feito pelos escravos , enquanto Aristóteles sonhava acordado: “Ah! Se os teares pudessem se mexer sozinhos sem escravos...”

Em nossos dias, o sonho de Aristóteles é uma realidade em que as fábricas trabalham praticamente sozinhas, sem escravos operários.

Nietzsche dizia que o homem que não tem domínio de 2/3 do seu dia é um escravo.

Em 1840, os escravos das colônias europeias trabalhavam em média 9 horas por dia, enquanto que os operários franceses trabalhavam 16 horas por dia – DEZESSEIS!!! Capiche?

E você ainda reclama que trabalha pra caramba e que tem que sair mais cedo para fazer as unhas do pé para ir no casamento da prima da sua cunhada em plena sexta-feira véspera de feriado?

Quer ficar mais chocado com essa comparação entre operários e escravos? Então segure essa garrafa pet de Coca-Cola Zero de 3 litros que eu acabei de colocar um Menthos de menta dentro e sacudi, sacudi, sacudi... Deixe seu queixo cair com o trecho de um relatório apresentado por um empresário em 1857 na cidade de Bruxelas, durante um Congresso de Filantropia (sim, você acabou de ler FI-LAN-TRO-PIA):

"Induzimos algumas distrações para as crianças. Nós a ensinamos a cantar enquanto trabalham e isso as distrai e faz com que enfrentem com coragem essas doze horas de esforço e cansaço que são necessárias para que obtenham os meios de subsistência."

Isso explica, em partes, porque a expectativa de vida por volta de 1850 era de apenas 35 anos, o que já era um avanço, visto que há 800 gerações atrás, entre os Neanderthais, era de apenas 22 anos. Hoje, a expectativa de vida de um brasileiro é de 73,5 anos.

Este livro-entrevista de Domenico de Masi, começa com um bate papo sobre a época em que a Guerra do Fogo foi “filmada” até chegar aos nossos dias de hiperdemocracia, onde o voto do analfabeto tem o mesmo peso do voto do pós-doutorado.

Vale a pena ler?

Ô se vale!!!

Colaborador: Alessandro Finardi

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