Abordagens da Criatividade: Uma Comprovação Científica

14/02/2014 19:26

                                                

Até recentemente, o trabalho sócio-científico na área da criatividade esteve dominado pela psicologia, e especialmente por duas subdisciplinas dentro da psicologia. Por um lado, há uma vasta quantidade de trabalhos na tradição da psicometria (conjunto de processos e métodos de medida utilizados nos estudos de Psicologia). Desde a Segunda Guerra Mundial, muito esforço se tem feito na tentativa de medir os processos criativos que ocorrem em indivíduos normais e naqueles de talento invulgar. O modelo básico constituiu em administrar testes de de criatividade que são modelados livremente segundo os testes de inteligência. Embora se tenham coligido algumas informações úteis a partir dessa pesquisa, ela não conseguiu firmar-se como suficientemente válida e foi abandonada por alguns de seus maiores defensores (Wallach, 1976, 1985).

Complementando o trabalho da psicometria, houve esforços para determinar as peculiaridades psicológicas dos indivíduos criativos. Uma parte desse trabalho foi empírica, com indivíduos criativos descrevendo a si mesmos ou sendo descritos por seus pares (Barron 1969: Mackinnon 1962). A outra parte proveio mais diretamente da tradição psicanalítica; esse trabalho enfatizou so fundamentos neuróticos ou sublimatórios dos esforços criativos (Freud 1958; Kubie 1958). Dessa linha de trabalho surgiram uma ou mais descrições da personalidade criativa; como no caso dos esforços em psicometria, apareceram algumas generalizações úteis, porém uma compreensão apenas limitada dos esforços criativos em sua estrutura profunda.

Do ponto de vista de motivação, pesquisas importantes foram executadas a respeito da centralidade das motivações intrísecas, em comparação com as extrínsecas na conduta de trabalho criativo (Amabile 1983; Hennessey e Amabile 1988) enfatizou o caráter consolidador dos "estados de fluxo", esses períodos agradáveis de imersão completa na atividade de criação que vêm a caracterizar o indivíduo criativo. Novas energias também foram injetadas na pesquisa sobre criatividade pelos esforços de indivíduos provindos da psicologia cognitiva, psicologia do desenvolvimento e ciência cognitiva (Feldman (com Goldsmith) 1986. Langley,1986; Perkins 1981; Simon 1988). 

Este grupo de pesquisadores frisou que a natureza de grande parte do trabalho criativo é governada por regras; forneceu uma detalhada abordagem no processamento de informações para o delineamento e solução de problemas, identificou paralelos desafiadores entre "criatividade normal" e "excepcional" e entre a solução de problemas executada por seres humanos e por sistemas computacionais artificiais.

A Criatividade vem sendo estudada há muito tempo no âmbito da psicologia e psicometria e várias descobertas têm ocorrido. Acredito que há oportunidades tremendas para desenvolvimento e aprofudamento deste tema que, a princípio vem ganhando relevância nos últimos anos.

 

 

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